terça-feira, 14 de janeiro de 2020

BRUNELLO CONTINUA O VINHO MAIS CARO DA ITÁLIA

Em conformidade a quanto publicado pelo ISMEA (Instituto de Serviços para o Mercado Agrícola Alimentar) sobre os preços médios na origem, atualizados em Dezembro de 2019, das principais denominações italianas o Brunello di Montalcino continua o vinho mais caro da Itália com um preço de Euro 1.085 por hectolitro, no mesmo patamar do mês anterior e do mesmo mês de 2018.
Logo atrás o Amarone della Valpolicella com uma cotação que, dependendo da safra, oscila entre 725 e 800 Euro/hl. Já o Barolo, no último lugar do pódio, perde o 15,8% em comparação ao 2018, cotado a 665 Euro/hl. enquanto o primo dele, o Barbaresco, que ocupa a quarta colocação, limita a perda à -3,5%, fixando a própria cotação a 535 Euro/hl., pouco menos do dobro do Chianti Clássico, com cotação a 272,5 Euro/hl. com uma perda de 3,5%.
Quanto as outras denominações tintas, muito bem o Etna, que está se confirmando sempre mais como uma referência qualitativa do Sul da Itália, com cotações que subiram 13,5% alcançando 205 Euro/hl. Por tradição e volume de produção não podemos não considerar o Chianti, que registra uma forte inflexão na própria cotação (-19,6%) com o preço médio de 112,5 Euro/hl, enquanto o Montepulciano d'Abruzzo permanece estável em comparação a Dezembro 2018, com preço por hectolitro de Euro 73,75. O tinto que teve maior aumento de preço é uma denominação menos conhecida, o Monica di Sardegna (+31,7% com preço de 160 Euro/hl.) e aquele que teve maior perda de preço foi o Barbera del Piemonte (-26,1%), alias todas as denominações do Piemonte tiveram erosão nos preços médios na origem.
Quando analisamos as denominações brancas a primeira observações que se faz é que os preços médios são muito abaixo dos tintos: o primeiro lugar do pódio é ocupado pelo Gavi e Cortese di Gavi do Piemonte, com um preço médio de 280 Euro/hl. (-3,4%) e logo atrás duas bases para as tão badalados espumantes italianos, o Pinot Nero do Trentodoc que custa 275 Euro/hl. (+3,8%) e o Prosecco di Conegliano Valdobbiadene, estável à 245 Euro/hl. Em sequência temos o Vermentino di Gallura (+4,5%) e o Roero Arneis (+2,2%) com preços de 235 Euro/hl., o Prosecco a 200 Euro/hl com um aumento expressivo de preço (+12,7%) e os vinhos base para o Marsala (+2,2%) a 195 Euro/hl.
Sempre em termos de brancos o preço médio do Soave cresce (+4,5%) e se atesta a Euro 92/hl., o do Orvieto fica estável a 100 Euro/hl. assim como o Asti Moscato que mantém o mesmo preço médio alcançado em Dezembro de 2018 (170 Euro/hl.).

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