terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

NA HORA DE PEDIR VINHO NO RESTAURANTE......

Uma recente pesquisa realizada pelo site italiano WineNews no Facebook estudou a tendência dos consumidores italianos na hora de pedir o vinho no restaurante.
1.500 participantes foram questionados se na hora da escolha do vinho no restaurante era mais importante a dica do sommelier e/ou do pessoal da sala, optar por um rótulo já conhecido, ou a escolha dependia de uma consulta as redes sociais.
O 59,8% dos entrevistados disseram que na hora da escolha escutam o parecer e as indicações do sommelier e/ou do pessoal da sala do restaurante que estão frequentando, demonstrando que o sommelier é ainda o elo principal entre o produtor e o consumidor de vinho na hora da escolha.
Já o 37,6% direciona as próprias escolhas sobre rótulos já conhecidos com uma clara tendência dos enófilos a confiar nos próprios conhecimentos enológicos.
Somente o 2,6% dos entrevistados, dado este muito abaixo das expectativas em função da presença maciça de aplicativos de vinhos, disse nortear a própria escolha em base a uma consulta no smartphone.
Foi, também, conduzida uma segunda enquete no Instagram com 2.800 participantes, porém com duas alternativas: confiar no conselho de experts (independentemente se sommelier, pessoal da sala ou por aplicativos da internet) ou optar por vinhos ou rótulos já conhecidos.
Desta vez os resultados foram diferentes: o 70,6% dos entrevistados responderam que preferem optar por garrafas já consumidas anteriormente, já o 29,4% prefere receber dicas sobre os vinhos que consumirá.
Esta diferença, talvez, dependa do público alvo que frequenta as redes sociais consultadas mas parece que, de alguma forma, a confiança dos enófilos na hora de escolher um vinho para acompanhar a própria refeição está aumento.
Vocês a qual categoria de consumidores pertencem?

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

BRUNELLO CONTINUA O VINHO MAIS CARO DA ITÁLIA

Em conformidade a quanto publicado pelo ISMEA (Instituto de Serviços para o Mercado Agrícola Alimentar) sobre os preços médios na origem, atualizados em Dezembro de 2019, das principais denominações italianas o Brunello di Montalcino continua o vinho mais caro da Itália com um preço de Euro 1.085 por hectolitro, no mesmo patamar do mês anterior e do mesmo mês de 2018.
Logo atrás o Amarone della Valpolicella com uma cotação que, dependendo da safra, oscila entre 725 e 800 Euro/hl. Já o Barolo, no último lugar do pódio, perde o 15,8% em comparação ao 2018, cotado a 665 Euro/hl. enquanto o primo dele, o Barbaresco, que ocupa a quarta colocação, limita a perda à -3,5%, fixando a própria cotação a 535 Euro/hl., pouco menos do dobro do Chianti Clássico, com cotação a 272,5 Euro/hl. com uma perda de 3,5%.
Quanto as outras denominações tintas, muito bem o Etna, que está se confirmando sempre mais como uma referência qualitativa do Sul da Itália, com cotações que subiram 13,5% alcançando 205 Euro/hl. Por tradição e volume de produção não podemos não considerar o Chianti, que registra uma forte inflexão na própria cotação (-19,6%) com o preço médio de 112,5 Euro/hl, enquanto o Montepulciano d'Abruzzo permanece estável em comparação a Dezembro 2018, com preço por hectolitro de Euro 73,75. O tinto que teve maior aumento de preço é uma denominação menos conhecida, o Monica di Sardegna (+31,7% com preço de 160 Euro/hl.) e aquele que teve maior perda de preço foi o Barbera del Piemonte (-26,1%), alias todas as denominações do Piemonte tiveram erosão nos preços médios na origem.
Quando analisamos as denominações brancas a primeira observações que se faz é que os preços médios são muito abaixo dos tintos: o primeiro lugar do pódio é ocupado pelo Gavi e Cortese di Gavi do Piemonte, com um preço médio de 280 Euro/hl. (-3,4%) e logo atrás duas bases para as tão badalados espumantes italianos, o Pinot Nero do Trentodoc que custa 275 Euro/hl. (+3,8%) e o Prosecco di Conegliano Valdobbiadene, estável à 245 Euro/hl. Em sequência temos o Vermentino di Gallura (+4,5%) e o Roero Arneis (+2,2%) com preços de 235 Euro/hl., o Prosecco a 200 Euro/hl com um aumento expressivo de preço (+12,7%) e os vinhos base para o Marsala (+2,2%) a 195 Euro/hl.
Sempre em termos de brancos o preço médio do Soave cresce (+4,5%) e se atesta a Euro 92/hl., o do Orvieto fica estável a 100 Euro/hl. assim como o Asti Moscato que mantém o mesmo preço médio alcançado em Dezembro de 2018 (170 Euro/hl.).

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

BEST WINE CRITIC OF THE WORLD 2020

A "Best Wine of the World Competition" analisou mais de 218.966 votos emitidos por wine lovers, sommeliers e experts do setor do vinho ao redor do mundo (56 Países) para premiar o melhor crítico enológico: o eleito a nível mundial foi NEIL MARTIN, editor senior da revista Vinous, criada em 2014 por Antonio Galloni, com milhares de assinantes em mais de 85 Países.
Além de melhor crítico a nível mundial cada país produtor, com maior tradição enológica, votou o crítico mais influente de cada País, que melhor capta as peculiaridades e características dos vinhos do seu território: o Best Italian Wine Critic of the World 2020 foi para JAMES SUCKLING, um dos críticos mais influentes no mundo, muito apreciado do Oriente e com vínculos muito estreitos com a Itália, que descobriu quando era correspondente da Wine Spectator. Além de ser cidadão honorário da cidade de Montalcino, acompanhou os últimos 40 anos da evolução da enologia italiana, e graças as pontuações atentas, ajudou a retomada dos vinhos de qualidade da velha bota.
Voltando a classificação final do Best Wine Critic of the World 2020, ocupa o segundo degrau do pódio JANCIN ROBINSON, uma das mais importantes mulheres do mundo do vinho, crítica enológica, Master of Wine e caneta atenta do Financial Times, enquanto o último lugar do pódio é ocupado por MICHEL BETTANE, que cuida do mais prestigioso guia aos vinhos da França "Bettane & Dessauve", único representante que não tem uma formação anglo-sáxone.
A classificação continua com:
4- JEANNIE CHO LEE (Master of Wine - Hong-Kong)
5- JAMES SUCKLING
6- ALLEN MEADOWS (Um dos maiores experts de vinhos da Borgonha)
7- LISA PEROTTI-BROWN (Master of Wine - Wine Advocate)
8- ANTONIO GALLONI (Fundador da Vinous) 
9- TIM ATKINS (Master of Wine);
10- ANDREW CAILLARD (Master of Wine Inglês mas ponto de referência da enologia australiana).

Depois de reparar que entre os primeiros 10 lugares, 3 são ocupados por mulheres, quem disse quem mulher não entende de vinho?!

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

PRODUÇÃO DE VINHOS CHILENOS EM 2019

2019 foi um bom ano para a produção de vinhos no Chile, com um volume de quase 12 milhões de hl. Mesmo registrando uma diminuição de, aproximadamente, 7% em comparação a 2018, o volume de 10,3 milhões de hectolitros é superior à média dos últimos 7 anos (+6,3%) e, além do mais, a castas mais tradicional do Chile registrou um aumento significativo em comparação à média histórica dos últimos 7 anos (Cabernet Sauvignon +2%), enquanto a Sauvignon Blanc manteve o mesmo patamar de crescimento.
Outra boa notícia foi que os vinhos DOC também se atestam como os principais vinhos produzidos no Chile, aumentando a própria participação de 83 para 86%:

Aprofundando mais a análise das castas produzidas em 2019 a Cabernet Sauvignon alcançou o volume de 3,6 milhões de hectolitros (+18% e +12% sobre a média histórica), 1,5 milhões de hectolitros produzidos de Sauvignon Blanc (igual a 2018 mas 8% acima da média histórica). Já o Merlot chegou a um volume produzido de 1,2 milhões de hl. (igual ao 2018 mas -8% em comparação à média histórica) e o Chardonnay produzido em 2019 foi 0,9 milhões de hl. (+6% em comparação ao ano anterior mas -10% em comparação à média histórica). Entre as castas remanescentes bom crescimento do Carmenere (0,9 milhões de hl. +14% sobre 2018) enquanto diminui a produção de Syrah (0,6 milhões de hl. -6% sobre 2018):


segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

EXPORTAÇÃO VINHOS ITALIANOS - PRIMEIROS NOVE MESES DE 2019

Crescem as exportações italianas, mesmo que em ritmo mais lento. É o que revela o ISTAT (Istituto Italiano di Statistica) com a recente publicação dos dados da exportações de vinhos italianos dos primeiros novem meses deste ano. Com um volume de 4,6 bilhões de Euros as exportação registram um aumento de 3,8% sobre o mesmo período de 2018, mesmo que o ritmo deste aumento esteja diminuindo de intensidade, já que em Maio as exportações registravam um resultado de +5,4%.
Para os vinhos de qualidade a primazia regional é dividida entre Piemonte e Toscana, já quanto aos volumes a primeira região é o Veneto, com Prosecco, Amarone, Soave e Lugana: os volumes do Veneto correspondem a 1,6 bilhões de Euros, mais de 1/3 de todo o volume exportado, com as exportações de vinhos do Veneto crescendo 3,5% em comparação a 2018. Distantes, mas mesmo assim com bons resultados acima da média nacional, os volumes das exportações do Piemonte (743 milhões) +5,2%, Toscana (734 milhões) +6,6%.
As três regiões acima (Veneto, Piemonte e Toscana) são responsáveis pelos 2/3 de todas as exportações italianas de 2019.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

FINE WINE 2019 - Andamento de mercado da Liv-Ex

A Live-Ex, organização mundial de comercio de vinhos finos, que reúne mais de 440 operadores do setor que distribuem e comercializam somente vinhos finos  ao redor do mundo e que gera volumes de negócios de mais 70 milhões de Libras com 15.000 tipos e vinhos diferentes, publicou os dados relativos ao benchmark deste mercado peculiar e único.
Desta vez os principais "high light" de 2019 dos vinhos finos que está terminando são todos vinhos italianos: se de um lado os grande vinhos de investimento, após vários anos de crescimento acentuado, apresentam uma retração de -2,86% nos últimos 12 meses no indicador Liv-Ex 100, principalmente a causa da diminuição dos preços dos grandes vinhos franceses (que de qualquer jeito permanecem com cotações muito elevadas) que em alguns casos perdem até o 7%, do outro lado o único indicador que cresce é aquele dedicado à Italy 100, que analisa os últimos 10 anos físicos de Sassicaia, Masseto, Solaia e Tignanello de Antinori, Ornellaia, Barbaresco, Sperss e Sorì San Lorenzo de Gaja, Barolo Monfortino de Giacomo Conterno e Redigaddi de Tua Rita, que registrou um aumento de 5,47%
Entre todos os rótulos que compõem a Liv-Ex 1000 o que registrou a maior variação positiva foi o Barolo Monfortino Riserva 2002 de Giacomo Conterno, cujo preço aumentou em 75% de Janeiro à Dezembro deste ano (de 5.940 Libras por caixa para 10.390 Libras/caixa), ma entre os primeiros 10 rótulos que tiveram maior crescimento aparecem também o arbaresco 2007 e 2011 e o Sorì San Lorenzo de Gaja, com aumentos de preços entre 30 e 35%.
Todas estas mudanças repercutem diretamente sobre o market share dos vários países: Bordeaux que era responsável por 59% de todas as vendas em 2018 viu sua participação cair, este ano, para 55%, a Borgonha cresceu de 15 para 19% e a Itália e o Champagne aumentaram a própria participação alcançando o 9% de todas as transações, com piques nestas últimas semanas de 11%, após a introdução pela EUA dos impostos sobre o vinho que tinham poupado justamente a Itália e a região dos espumantes mais conhecidos da França.