sábado, 3 de outubro de 2026

EXPORTAÇÃO DE VINHOS ITALIANOS POR REGIÃO - PRIMEIRO SEMESTRE 2026

As exportações de vinho italiano, somando as diversas regiões e territórios do Belpaese, atingiram 3,6 bilhões de euros em valor no período de janeiro a junho de 2026, de acordo com os últimos dados do Istat: um “resultado” que, em comparação com o mesmo período de 2025, registra uma queda de 6,2%, mas é importante ressaltar que, em relação ao primeiro trimestre de 2026, a queda diminuiu, passando, portanto, de -8,2% para -6,2%. As exportações de cada região avançam, no entanto, em ritmos diferentes. Na liderança está o Vêneto, terra do Prosecco, dos vinhos da Valpolicella, do Soave e do Pinot Grigio delle Venezie, entre outros, com 1,3 bilhão de euros em exportações (-8,4%), à frente do Piemonte, que continua em constante crescimento neste ano de 2026: as exportações no semestre atingiram 566,9 milhões de euros para a região “berço” de vinhos icônicos como Barolo e Barbaresco, Barbera d’Asti e Alta Langa, Gavi e Asti, entre outros, conseguindo superar o primeiro semestre de 2025 em +2,4%, com uma tendência ainda melhor do que a do primeiro trimestre de 2026. O Piemonte, que, assim, amplia ainda mais sua vantagem sobre a Toscana, segunda região em 2025 em termos de exportações. Fechando o pódio, portanto, está a Toscana, com joias como o Chianti Classico e o Bolgheri, o IGT Toscana e o Chianti, a Maremma e o Brunello di Montalcino, o Vino Nobile di Montepulciano, mas também a Vernaccia di San Gimignano, com 543,6 milhões de euros, uma queda de 7,4% em relação ao primeiro semestre de 2025. Vêneto, Piemonte e Toscana em conjunto, atingiram 2,4 bilhões de euros em valor de exportação no semestre, respondendo por quase 67% das remessas de vinhos nacionais para os mercados internacionais.

Na 4ª posição está o Trentino-Alto Ádige/Südtirol, região renomada pelos grandes vinhos brancos e pelo Trentodoc, entre outros, com 265,6 milhões de euros (-12,2%), à frente da Emília-Romanha, outra região que continua a crescer em relação a 2025: +5,6%, totalizando 205,3 milhões de euros para a região que é a terra natal, entre outros, do Lambrusco e do Sangiovese di Romagna. Na 6ª posição está a Lombardia, terra do Franciacorta, do Oltrepò Pavese e de outros vinhos de qualidade, com 152,5 milhões de euros (-7,1%), à frente da Puglia, que conta entre seus vinhos emblemáticos o Primitivo e que apresenta um desempenho positivo, com 121,6 milhões de euros (+6%). Tendência de crescimento no primeiro semestre de 2025 também para o Friuli-Venezia Giulia, com 121,4 milhões de euros (+2,5%), região que se destaca pelos grandes vinhos brancos do Collio e pelo seu Friulano, que “já foi Tocai”, entre outros; já o Abruzzo, território de vinhos importantes como o Montepulciano d’Abruzzo, Trebbiano e Cerasuolo, totaliza 108,5 milhões de euros (-9,5%). Fechando o top 10 está a Sicília, com 78,5 milhões de euros (-5,9%), região com seus muitos territórios emblemáticos, desde o “diamante” Etna até Vittoria, de Menfi a Noto, de Marsala a Pantelleria, onde nascem vinhos de prestígio.