segunda-feira, 17 de agosto de 2026

NUNCA TÃO CEDO: NA EUROPA A VINDIMA JÁ COMEÇOU

O calor e a seca anteciparam consideravelmente o início da colheita em grande parte da Europa. Muitas regiões comunicam que em 2026 tivemos as datas mais precoces desde o início dos registros. Muitas vezes, trata-se apenas de locais específicos com clima quente e parcelas de maturação precoce — frequentemente com Chardonnay, Muscat ou uvas destinadas à produção de espumante.

Na França, em 15 de julho, em Fitou, no departamento de Aude, foram colhidas as primeiras uvas Muscat. Esse foi o início da vindima mais precoce já registrado no país. O Roussillon seguiu o mesmo caminho em 23 de julho. Em 6 de agosto, a colheita também começou em uma parcela de Chardonnay em Montgueux, na região de Champagne — onze dias antes do recorde anterior, de 2020. Ao mesmo tempo, Bordeaux iniciou a colheita das uvas para o Crémant, quase duas semanas antes de 2025.

Na Espanha, Lanzarote chegou a iniciar a colheita já na primeira semana de julho. No Penedès, a Gramona começou em 22 de julho, mais cedo do que nunca; a DO La Mancha seguiu em 24 de julho – cerca de duas semanas antes de 2025. Somontano começou doze dias antes em relação ao ano anterior. A Rioja Oriental registrou, em 6 de agosto, o início mais precoce de sua história.

A Itália também registra recordes: na região de Oltrepò Pavese, as primeiras uvas para vinhos base de espumante foram colhidas em 28 de julho, cerca de dez a quatorze dias antes do habitual. A Franciacorta iniciou, em 30 de julho, pela primeira vez na história, a colheita em julho. Nas Langhe (Piemonte), os viticultores começaram no início de agosto e, na Puglia, a colheita teve início em 5 de agosto. Também na Toscana as uvas estão maduras cerca de duas semanas antes em relação aos anos anteriores.

Também de Portugal e da Grécia chegam os primeiros relatos operacionais. Na Alemanha, na Áustria e na Suíça, a colheita ainda não começou oficialmente, mas também nesses países espera-se um início antecipado. O calor acelera a maturação dos açúcares, enquanto a seca mantém as uvas pequenas e, em alguns locais, chega a interromper a maturação. As diferenças entre variedades, altitudes e parcelas continuam, portanto, significativas.

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